"Durma-se com um barulho desses apesar de todos os santos e todos os dolares... Amor sozinho é besteira." Essa nossa onda de amor ninguém vai cortar.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Família -parte I
É feriado, e eu acordo cedo. Que merda acordar cedo logo quando eu posso dormir mais, muito mais... E eu nem estava com fome. Geralmente, quando acordo cedo é por causa da fome...
Liguei o computador e fui atrás de comprar um livro, A Divina Comédia e outro do Charles Bukowski (Mulheres). Gosto de comprar no estante virtual, tem livros novos e usados de todos os preços.
Até que minha pesquisa foi interrompida por falta de energia. E agora? Queria assistir uns filmes... Troquei de roupa e fui pegar meu livro no carro. Ando lendo o livro do Lobão. Lobão é expert em contar tragédias sem ser melodramático. Gostei...
Eu na sala, em meu divertimento imaculado começo a ouvir bater de portas. Era o prenúncio de uma confusão matinal, tudo o que eu queria pro meu feriado... Bosta.
Aqui em casa é assim: papai e mamãe num quarto, em seguida a sala de todos nós (pequena), depois vem a cozinha (que é menor ainda), e de lado mais um quarto que eu divido com minha irmã (esse quarto mede 3 passos largos x 4, "conforto" total).
Eu não vou contar aqui os pormenores da confusão. Nem a causa. Só digo que era desnecessária, besteira...
Minha irmã logo saiu e foi abrir a loja. Assim passei pro quarto e de lá ouvia todo o blábláblá dos meus pais. Pô, minha irmã estava com a razão. Pelo menos eu entendi assim. Deu vontade de ir lá com eles e defendê-la. Mas com meus pais as coisas são meio complicadas, na cabeça deles, eles sempre estão com a razão. Então deixei pra lá e continuei com minha leitura. Eu dou um boi pra não entrar numa briga, e uma boiada pra não sair.
Aí, como sempre, mamãe veio falar comigo:
_Blábláblá... eu não estou certa, Janna?
_Tá sim, mãe...
Mamãe sai e chega a Talita:
_O que foi que ela disse?
_Ah, ela disse isso e aquilo...
Não ia contar pra ela todas as sandices que eu ouvi. Semear a discórdia, definitivamente não é comigo. Também disse que nem prestei atenção no papo da mamãe, o que em parte é verdade. Após esse curto diálogo ela foi até a casa da Suede, provavelmente pra choramingar alguma coisa, como eu costumo fazer também. Pobre de nós em nosso desmazelo... Nossas almas fatigadas pelo desalinho emocional... (Ai, cara, que bonita essa minha ultima frase! Às vezes me espanto comigo mesma... Nossa tô emocionada...)
Minha família é legal, mas quebra um pau de vez em quando (toda hora hahahahaha.... Brincadeirinha. O povo é tranquilo)
Liguei o computador e fui atrás de comprar um livro, A Divina Comédia e outro do Charles Bukowski (Mulheres). Gosto de comprar no estante virtual, tem livros novos e usados de todos os preços.
Até que minha pesquisa foi interrompida por falta de energia. E agora? Queria assistir uns filmes... Troquei de roupa e fui pegar meu livro no carro. Ando lendo o livro do Lobão. Lobão é expert em contar tragédias sem ser melodramático. Gostei...
Eu na sala, em meu divertimento imaculado começo a ouvir bater de portas. Era o prenúncio de uma confusão matinal, tudo o que eu queria pro meu feriado... Bosta.
Aqui em casa é assim: papai e mamãe num quarto, em seguida a sala de todos nós (pequena), depois vem a cozinha (que é menor ainda), e de lado mais um quarto que eu divido com minha irmã (esse quarto mede 3 passos largos x 4, "conforto" total).
Eu não vou contar aqui os pormenores da confusão. Nem a causa. Só digo que era desnecessária, besteira...
Minha irmã logo saiu e foi abrir a loja. Assim passei pro quarto e de lá ouvia todo o blábláblá dos meus pais. Pô, minha irmã estava com a razão. Pelo menos eu entendi assim. Deu vontade de ir lá com eles e defendê-la. Mas com meus pais as coisas são meio complicadas, na cabeça deles, eles sempre estão com a razão. Então deixei pra lá e continuei com minha leitura. Eu dou um boi pra não entrar numa briga, e uma boiada pra não sair.
Aí, como sempre, mamãe veio falar comigo:
_Blábláblá... eu não estou certa, Janna?
_Tá sim, mãe...
Mamãe sai e chega a Talita:
_O que foi que ela disse?
_Ah, ela disse isso e aquilo...
Não ia contar pra ela todas as sandices que eu ouvi. Semear a discórdia, definitivamente não é comigo. Também disse que nem prestei atenção no papo da mamãe, o que em parte é verdade. Após esse curto diálogo ela foi até a casa da Suede, provavelmente pra choramingar alguma coisa, como eu costumo fazer também. Pobre de nós em nosso desmazelo... Nossas almas fatigadas pelo desalinho emocional... (Ai, cara, que bonita essa minha ultima frase! Às vezes me espanto comigo mesma... Nossa tô emocionada...)
Minha família é legal, mas quebra um pau de vez em quando (toda hora hahahahaha.... Brincadeirinha. O povo é tranquilo)
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
O maior barato de todos os tempos
Antes de mais nada, quero agradecer a Suede por ter me incluído em sua jornada diária até a academia J. Batista. Foi ela quem começou com toda essa história, e por causa dela eu ando vivendo O Maior Barato De Todos Os Tempos.
Vou dizer aqui que tem muita gente nesse mundo pra nos botar lá embaixo. E infelizmente esses são a maioria . Mas como tudo nessa vida tem seu lado bom e ruim, eis que surgem pessoas iluminadas caminhando e cantando que te levantam, te animam, que quebram as amarras, soltam as vendas, limpam nossos ouvidos... São poucos, mas que fazem toda a diferença. Os mais chegados: Natália (minha irmã), Suede (que era amiga da Nat e agora é minha amiga também), Helga (minha ex-chefe, agora amiga e uma espécie de animada-guru-vidente), o Sávio (que é lindo, inteligente, excêntrico).
Mas vamos voltar ao que interessa, minha recém-iniciada aula de BOXE (depois eu descobri que não era bem uma aula de boxe). .
[Introdução da música Gonna Fly Now]Depois de muita enrolação da minha parte finalmente fui pra tal academia. Chegando lá quase dei meia volta e fui embora, mas como a Suede estava lá eu acabei ficando e gostando muito.
A primeira semana é foda. Parece que sou atropelada por um trator diariamente. Faço o aquecimento com o pessoal do jiu jitsu e depois vou pro saco de pancada e outras coisas.
Acho que nunca transpirei tanto na minha vida como na última quinta. Foi o máximo! É tudo muito revigorante. Cada gota de suor que escorre sobre a testa é um demônio exorcizado. Dá ânimo pra continuar.
Espero que não seja empolgação de iniciante.
Estou com a mão direita dolorida como se alguém a tivesse martelado com esmero de carpinteiro sonhador, um hematoma no dedinho do pé. Dor nas pernas, costas, braços, abdome... Mas é tão bom, tão bom que parece que eu renasço ao fim de cada aula.
Viva o esporte! Se meu trabalho me mata, as luvas de boxe me restauram divinamente.
sábado, 12 de novembro de 2011
VOLTEI!!!
Voltei mesmo! Assim como no título em letras garrafais.
Deixei o facebook, o orkut e o twitter de mão (esse último é o mais desprezível de todos). Tinha muita bobagem neles e todas me afetavam de uma maneira estupida. Bobagens, bobagens... já me bastam as minhas. Me afundar na dos outros seria uma morte escandalosa e totalmente desnecessária. Percorriam em minha mente os efeitos colaterais de visualizações e comentários disparatados, ridículos. E eu lá, em meio a tudo e a todos, de repente, me senti tão simplória, tola. Meus comentários e minhas fotos apareciam de forma distorcida. Eu não era aquilo ali. Minha essência se mostrava corrompida.
Em muitos momentos desaparecer dali parecia muito conveniente. Mas eu relutava, esperava que meu algoz informante-internetiano pudesse me dar algo de bom entre um "enter" e outro dos "peculiares" faces (detesto essa palavra: face. sua sonoridade é repugnante). Minha espera foi em vão. É claro que tem gente muito boa por lá. Só que os bons são apenas um por cento do conjunto. E eu podendo tê-los em seus blogs e e-mails, achei por bem me desligar daquele mundo frívolo que me causava tanta angústia. Então na madrugada de hoje, num ímpeto de libertação visceral, fechei minha conta e passei a régua!
Deixei o facebook, o orkut e o twitter de mão (esse último é o mais desprezível de todos). Tinha muita bobagem neles e todas me afetavam de uma maneira estupida. Bobagens, bobagens... já me bastam as minhas. Me afundar na dos outros seria uma morte escandalosa e totalmente desnecessária. Percorriam em minha mente os efeitos colaterais de visualizações e comentários disparatados, ridículos. E eu lá, em meio a tudo e a todos, de repente, me senti tão simplória, tola. Meus comentários e minhas fotos apareciam de forma distorcida. Eu não era aquilo ali. Minha essência se mostrava corrompida.
Em muitos momentos desaparecer dali parecia muito conveniente. Mas eu relutava, esperava que meu algoz informante-internetiano pudesse me dar algo de bom entre um "enter" e outro dos "peculiares" faces (detesto essa palavra: face. sua sonoridade é repugnante). Minha espera foi em vão. É claro que tem gente muito boa por lá. Só que os bons são apenas um por cento do conjunto. E eu podendo tê-los em seus blogs e e-mails, achei por bem me desligar daquele mundo frívolo que me causava tanta angústia. Então na madrugada de hoje, num ímpeto de libertação visceral, fechei minha conta e passei a régua!
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Trinta!
Mas desde então sinto que quando a gente chega aos trinta só está ficando mais velho e com alguma sorte um pouco mais bonito (em todos os sentidos).
Mais Clarice!
“É verdade que não me sobrava tempo pra estudar. As alegrias me ocupavam, ficar atenta me tomava dias e dias; havia os livros de história que eu lia roendo de paixão as unhas até o sabugo, nos meus primeiros êxtases de tristeza, refinamento que eu já descobrira; havia meninos que eu escolhera e que não me haviam escolhido, eu perdia horas de sofrimento porque eles eram inatingíveis, e mais outras horas de sofrimento aceitando-os com ternura, sem falar que estava permanentemente ocupada em querer e não querer ser o que eu era, não me decidia por qual de mim, toda é que não podia. Ter nascido era cheio de erros a corrigir.”
Cegueira
Hoje apareceu uma louca que sem fingir, era doida de pedra, perguntou se tinha água. Foi lá fora, conversou sozinha, voltou e perguntou as horas. "São dez para as três", eu disse. "Ah, então não vai dar tempo", ela pensou alto, e foi embora.
Ainda pensei em perguntar com quem era a conversa, mas ela estava com um copo de vidro na mão. De repente, sei lá, vai que ela se sente ofendida com minha cegueira e me acerta o copo na cabeça. Achei melhor ficar calada. Da ultima vez outra doida arremessou uma pedra em mim.
Ainda pensei em perguntar com quem era a conversa, mas ela estava com um copo de vidro na mão. De repente, sei lá, vai que ela se sente ofendida com minha cegueira e me acerta o copo na cabeça. Achei melhor ficar calada. Da ultima vez outra doida arremessou uma pedra em mim.
Não existe nada mais importante que o amor.
Perguntaram a John Lennon:
- Por que você não pode ficar sozinho, sem a Yoko?
E ele respondeu:
- Eu posso, mas não quero. Não existe razão no mundo porque eu devesse ficar sem ela. Não existe nada mais importante do que o nosso relacionamento, nada. E nós curtimos estar juntos o tempo todo. Nós dois poderíamos sobreviver separados, mas pra quê? Eu não vou sacrificar o amor, o verdadeiro amor, por nenhuma piranha, nenhum amigo e nenhum negócio, porque no fim você acaba ficando sozinho à noite. Nenhum de nós quer isto, e não adianta encher a cama de transa, isso não funciona. Eu não quero ser um libertino. É como eu digo na música, eu já passei por tudo isso, e nada funciona melhor do que ter alguém que você ame te abraçando.
- Por que você não pode ficar sozinho, sem a Yoko?
E ele respondeu:
- Eu posso, mas não quero. Não existe razão no mundo porque eu devesse ficar sem ela. Não existe nada mais importante do que o nosso relacionamento, nada. E nós curtimos estar juntos o tempo todo. Nós dois poderíamos sobreviver separados, mas pra quê? Eu não vou sacrificar o amor, o verdadeiro amor, por nenhuma piranha, nenhum amigo e nenhum negócio, porque no fim você acaba ficando sozinho à noite. Nenhum de nós quer isto, e não adianta encher a cama de transa, isso não funciona. Eu não quero ser um libertino. É como eu digo na música, eu já passei por tudo isso, e nada funciona melhor do que ter alguém que você ame te abraçando.
Revelação POST MORTEM
Um dia desses eu estava conversando com um cara e chega outro:
_ Ei, tu conhece a Janna? Ela é lá da academia.
_Sei... É a que entra muda e sai calada.
O quÊ?! Não dava pra esse imbecil me definir de outra maneira?
(O pior é que esse imbecil tem um sorriso tão lindo que dói no coração.)
Eu sorri e nem lembro mais o que aconteceu. Foi tão, tão sei-lá-o-quê que nem prestei atenção no resto da conversa.
ERa um imbecil mesmo. Ressuscitei.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Tentando parecer gostosa
Penso que em mim reside muito egoísmo, honestidade em demasia e paciência que resvala nos extremos do adequado e inadequado. Eu não sou uma pessoa tão boa quanto pareço ser, mas às vezes sim, eu sou uma pessoa boa. Moro numa casa aconchegante (apesar de pequena). Tenho um emprego razoável (que não me satisfaz). Tenho poucos e bons amigos. Aparentemente vou bem de saúde. Enfim, eu não teria do que reclamar.
Mas se as pessoas estivessem no meu corpo, com minha alma, em minha vida, elas veriam que não é bem assim. Não é assim tão bom. É angustiante. Algumas vidas são tão ruins quanto a minha. Algumas pessoas se sentem tão cansadas quanto eu, sentem febre, dor, medo... e fingem que não. Afinal, não é bom ficar se lamuriando para os outros. Vamos falar de coisas boas, não é? Meus amigos me ouvem, mas não cabe tanta tristeza em nossas conversas, nem entre um amigo incomum e amado.
A insatisfação é o que me toma. Agora o comodismo. Estou aprendendo a me acomodar na sujeira. Decadência. Mas largar meu fardo aos olhos da civilização é imoral. Ser livre é um pecado. E ainda a insatisfação é o que me toma. Estou doente. Não, não é charme. Estou mesmo doente. Não morrerei por conta disso. Só que não me aguento mais. Parei de correr, parei com a academia, minha coxa já está flácida novamente. Porém, meus cabelos e dentes estão bons, estão bonitos.
E o meu coração tristemente resignado, impotente, assiste a tudo contido, quase parando, quase morto de tanto amor.
Então eu pensei no que seria o amor. Eu li:
“Eu suspendi o vestido dela e belisquei-a suavemente onde terminava a meia. Quase disse ‘Merda, vamos pegar uma garrafa e ir lá pra casa’. Podia me ver entrando naquele corpo magro, quase ouvia as molas da cama. Depois podia vê-la sentada numa cadeira xingando, falando e rindo. Deixei passar. Ela saltou na Alvarado e a vi atravessar a rua tentando parecer gostosa.”
E me perguntei: Por que eu não escrevo tão bem e nem tenho histórias tão interessantes?
Desculpe o português ruim. (Escrito em 21/09/2010)
Mais do que saudade
"Acho que morro muito, e renasço, e é sempre difícil. Não há costume que baste para nascer e morrer. Morrer geralmente é ruim, e nascer, bem... Nascer é sempre pior."
Foi você quem escreveu o trecho entre aspas. Eu deveria ter dito primeiro "que saudade", mas se eu te escrevo sem você me escrever há muito tempo, esse e-mail faz o papel do "que saudade". E é uma bem grande.
Você segue pelo e-mail discorrendo sobre como o mundo está ao contrário (e ninguém reparou). E-mail que eu escolhi aleatoriamente pra ficar um pouco perto de você.
Eu não faço muita ideia de como você está, mas acredito que no quesito tempo, você deve ter algum (acho que você checa sua correspondência todos os dias - eu também).
Quanto a mim: sigo com dores no pé esquerdo e quadril (do lado direito - a dor é fina e latejante) há quase dois meses. Fui ao ortopedista, bati um raio x, o médico disse que poderia ser uma coisa lá qualquer que eu não entendi porque na hora ele jogou a receita pronta sobre a mesa e eu vi duas medicações prescritas. Aí eu disse, "só?". E ele disse, "só!". "E se eu não melhorar?". "Aí você volta comigo". A medicação é pra artrite. Hoje é o nono dia de tratamento, amanhã é o ultimo. E as minhas dores continuam que nem coceira de macaco: não acaba, nem fica pouca. Eu adquiri as dores correndo (pra variar).
O lobo do homem que me cercara, desaparecera como o absurdo existêncial se esvai no final do primeiro semestre de todos os anos (pelo menos em mim é assim). Sem marcas de patas, sem sangue, sem pelos na neve branca... Em pé à soleira da porta, espero a visão do lobo surgir na penumbra, ao passo que sua ausência entristece meu lar. O lobo segue sem saber a minha verdade: "o gesto da sua mão me importa mais que suas opiniões". E nem isso mais eu tenho, e era só isso que eu tinha.
O homem lobo que me envolvia com suas histórias calou-se como um rio que corre mudo, como um corpo desnudo padece sob o sol do meio-dia, como um rochedo solitário na imensidão de uma savana.
Sei que ele segue observador e tranquilo. Talvez um pouco perdido na luxúria e jogatina, mas o âmago da sua alma continua livre de corrupção, porém está adormecido. Espero o seu despertar.
Com amor.
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