Deixei o facebook, o orkut e o twitter de mão (esse último é o mais desprezível de todos). Tinha muita bobagem neles e todas me afetavam de uma maneira estupida. Bobagens, bobagens... já me bastam as minhas. Me afundar na dos outros seria uma morte escandalosa e totalmente desnecessária. Percorriam em minha mente os efeitos colaterais de visualizações e comentários disparatados, ridículos. E eu lá, em meio a tudo e a todos, de repente, me senti tão simplória, tola. Meus comentários e minhas fotos apareciam de forma distorcida. Eu não era aquilo ali. Minha essência se mostrava corrompida.
Em muitos momentos desaparecer dali parecia muito conveniente. Mas eu relutava, esperava que meu algoz informante-internetiano pudesse me dar algo de bom entre um "enter" e outro dos "peculiares" faces (detesto essa palavra: face. sua sonoridade é repugnante). Minha espera foi em vão. É claro que tem gente muito boa por lá. Só que os bons são apenas um por cento do conjunto. E eu podendo tê-los em seus blogs e e-mails, achei por bem me desligar daquele mundo frívolo que me causava tanta angústia. Então na madrugada de hoje, num ímpeto de libertação visceral, fechei minha conta e passei a régua!

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