"Durma-se com um barulho desses apesar de todos os santos e todos os dolares... Amor sozinho é besteira." Essa nossa onda de amor ninguém vai cortar.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Ecce Homo pág. 26
"No fato de um home bem-educado fazer bem aos nossos sentidos: no fato de ele ser talhado em uma madeira que é dura, suave e cheirosa ao mesmo tempo. A ele só faz gosto o que lhe é salutar; seu prazer, seu desejo acabam lá onde as fronteiras do salutar passam a estar em perigo. Ele adivinha meios curativos contra lesões, ele aproveita acasos desagradáveis em seu próprio favor; o que não acaba com ele, fortalece-o. Ele acumula por instinto tudo aquilo que vê, ouve e experimenta à sua soma: ele é um princípio selecionador, ele reprova muito. Ele está sempre em sua própria companhia, mesmo que esteja em contato com livros, pessoas ou paisagens: ele honra pelo ato de selecionar, pelo ato de permitir, pelo ato de confiar. A todo tipo de estímulo ele reage lentamente, com aquela lentidão de uma longa cautela e um orgulho desejado inculcaram nele - ele testa o estímulo que se aproxima; ele está longe de ir ao encontro dele. Ele não acredita no "infortúnio" nem na "culpa": ele dá conta de si mesmo e dos outros; ele sabe esquecer... Ele é forte o suficiente a ponto de fazer com que tudo tenha de vir para o seu bem..." Nietzsche
Noveleta
"Na minha impureza eu havia depositado a esperança da redenção nos adultos. A necessidade de acreditar na minha bondade futura fazia com que eu venerasse os grandes, que eu fizera à minha imagem, mas a uma imagem de mim enfim purificada pela penitência do crescimento, enfim liberta da alma suja de menina. E tudo isso por ele e por mim. Minha salvação seria impossível, aquele homem também era eu. Meu amargo ídolo que caíra ingenuamente nas artimanhas de uma criança confusa e sem candura...
A copa das árvores se balançava para frente e para trás. 'Você é uma menina muito engraçada, você é uma doidinha', dissera ele. Era como um amor. Não, eu não era engraçada. Sem nem ao menos saber, eu era muito séria. (...) E, por Deus, eu não era um tesouro. Mas se eu antes já havia descoberto o ávido veneno com que se nasce e com que se rói a vida - só naquele instante de mel e flores descobria de que modo eu curava.
(...)
Eu era a escura ignorância com suas fomes e risos, com pequenas mortes alimentando minha vida inevitável - o que podia eu fazer? Eu já sabia que eu era inevitável. Mas se eu não prestava, eu fora tudo o que aquele homem tivera naquele momento. Pelo menos uma vez ele teria que amar, e sem ser a ninguém - através de alguém. E só eu estivera ali. Se bem que esta fosse a sua única vantagem: tendo apenas a mim, e obrigado iniciar-se amando o ruim, ele começara pelo que poucos chegaram a alcançar. Seria fácil demais querer o limpo; inalcançável pelo amor era o feio, amar o impuro era a nossa mais profunda nostalgia. Através de mim, a difícil de se amar, ele recebera, com grande caridade por si mesmo, aquilo de que somos feitos.
Entendia eu tudo isso? Não.
(...)
Ali estava eu, a menina esperta demais, e eis que tudo o que em mim não prestava servia a Deus e aos homens. Tudo o que em mim não prestava era o meu tesouro.
(...)
De chofre explicava-se para que eu nascera sem nojo da dor. Para que te servem essas unhas longas? Para te arranhar de morte e para arrancar os teus espinhos mortais, responde o lobo do homem. Para que te serve essa cruel boca de fome? para te morder e para soprar a fim de que eu não te doa demais, meu amor, já que tenho que te doer, eu sou o lobo inevitável pois a vida me foi dada. Para que te servem essas mãos que ardem e prendem? Para ficarmos de mãos dadas, pois preciso tanto, tanto, tanto - uivaram os lobos, e olharam intimidados as próprias garras antes de se aconchegarem um nos outros para amar e dormir."
A Descoberta do Mundo - Clarice Lispector.
A copa das árvores se balançava para frente e para trás. 'Você é uma menina muito engraçada, você é uma doidinha', dissera ele. Era como um amor. Não, eu não era engraçada. Sem nem ao menos saber, eu era muito séria. (...) E, por Deus, eu não era um tesouro. Mas se eu antes já havia descoberto o ávido veneno com que se nasce e com que se rói a vida - só naquele instante de mel e flores descobria de que modo eu curava.
(...)
Eu era a escura ignorância com suas fomes e risos, com pequenas mortes alimentando minha vida inevitável - o que podia eu fazer? Eu já sabia que eu era inevitável. Mas se eu não prestava, eu fora tudo o que aquele homem tivera naquele momento. Pelo menos uma vez ele teria que amar, e sem ser a ninguém - através de alguém. E só eu estivera ali. Se bem que esta fosse a sua única vantagem: tendo apenas a mim, e obrigado iniciar-se amando o ruim, ele começara pelo que poucos chegaram a alcançar. Seria fácil demais querer o limpo; inalcançável pelo amor era o feio, amar o impuro era a nossa mais profunda nostalgia. Através de mim, a difícil de se amar, ele recebera, com grande caridade por si mesmo, aquilo de que somos feitos.
Entendia eu tudo isso? Não.
(...)
Ali estava eu, a menina esperta demais, e eis que tudo o que em mim não prestava servia a Deus e aos homens. Tudo o que em mim não prestava era o meu tesouro.
(...)
De chofre explicava-se para que eu nascera sem nojo da dor. Para que te servem essas unhas longas? Para te arranhar de morte e para arrancar os teus espinhos mortais, responde o lobo do homem. Para que te serve essa cruel boca de fome? para te morder e para soprar a fim de que eu não te doa demais, meu amor, já que tenho que te doer, eu sou o lobo inevitável pois a vida me foi dada. Para que te servem essas mãos que ardem e prendem? Para ficarmos de mãos dadas, pois preciso tanto, tanto, tanto - uivaram os lobos, e olharam intimidados as próprias garras antes de se aconchegarem um nos outros para amar e dormir."
A Descoberta do Mundo - Clarice Lispector.
sábado, 9 de outubro de 2010
Recado para uma amiga.
Simone, acabei de gravar o número do teu celular no meu. Pois é, fiquei de ligar... Foi mal. Passei poucos dias em Santarém. E nesses poucos dias fui tomada por um cansaço ameno decorrente das noites mal dormidas por culpa do forró. Dancei pra burro esses dias... Bebi um pouco de vodka, mas nada que me fizesse resvalar no ridículo. Tudo dentro dos limites. Inebriação limitada. Eu te vi no show do Bruno e Marrone com seu digníssimo marido. Mas acho que você não me viu. Se viu, fingiu que não. O que eu acho pouco provável. Então em meio a toda essa exaustão arrumei um tempo para visitar minha avó e meu afilhado. Mas a gente pode se falar pelo msn, se você ainda quiser, claro. Meu e-mail tá no perfil me adiciona aí porque eu não sei o teu. Eu já voltei para Belém. E semana que vem começa a aula prática. Por Deus, não sei como vai ser. Esse lance de parto me assusta um pouco. Todos dizem que a obstetrícia é uma caixinha de surpresa. Mas o PSF me entedia. E entre o que me causa tédio e o que me assusta, prefiro este ultimo. É mais interessante. Minha vida continua a mesma. Eu continuo a mesma, apesar de ter incluído novos hábitos (ainda continuo assustando gente com meus poderes telepáticos) e com estes minha rotina não é mais tão cansativa. Agora tem um “quê de pecado acariado pela emoção”. Mas é um pecado manso perdoável por Deus. Algumas pessoas acham que minha decisão, sabe aquela decisão, teve dedo/influência do “cão miudo”. Mas eu não penso nele e entrego minha vida a Deus. Ele sabe disso, mas quer e espera que eu reze toda noite fazendo essa oferenda. Já disse uma vez no perfil do orkut, não sei se você leu, que Jesus é um cara interado e que me entende. Geralmente eu o procuro quando estou angustiada, o que é errado, talvez. Mas acho que ele não quer nada forçado de mim. Falar só por falar, por obrigação. Ele espera espontaneidade não só de mim, mas de nós duas, de todos. Tem de haver emoção. Eu acho. Minha emoção não é restrita à angústia, aflição, dor (o que já senti deveras e espero não sentir mais, mas sei que vou tê-la novamente. Minha humanidade implica em sentir tudo isso aí). Tem também paz, calma, felicidade, contentamento o que não está em par de igualdade com o oposto deste. Agora sinto esses ultimos. Durmo bem. Procuro acordar cedo. Não estou trabalhando e não me sinto no ócio. Minha mente fervilha coisas metafísicas o que atrapalha meu estudo. Tenho pouca concentração para ele. Por conta da mografia eu preciso pensar mais em ciência. Mas isso comparado ao transcendental é chato pra cacete. Eu espero que você tenha paciência pra ler tudo isso e que ache interessante. Pois eu acho! Sou interessantíssima, pena que só por dentro. Por fora passo desapercebida. Que saco! Queria ser mais amada. Receber mais amor. Me doar mais. Faria isso por alguém se entendesse que havia reciprocidade. Dizem que amar é dar sem receber. Eu preciso receber. Apenas com a doação me esvazio. Preciso me encher de alguém. Não digo somente do lance sexual aquela coisa de amor Eros. Falo do Agape e do Philos também. Pow, isso ficou legal. Vou colocar no perfil do orkut entitulado: Recado para uma amiga. Espero que você não se importe em ter seu nome estampado no início do texto. Mas acho que não. Falo apenas de mim. Não tem nada de você. Exceto a minha estima por sua pessoa que está implícito nas entrelinhas, pois eu não perderia meu tempo com gente desagradável. Sinta-se feliz. Sorria. Eu sou péssima em dar conselhos. Meu ombro é magro, mas eu ponho um travesseiro se você quiser pra ficar mais confortável e o desabafo sair com a leveza que ele merece. Bjos e saudades.
11/08/2009
11/08/2009
Uma exceção...
Mas convivo harmoniosamente entre os normais e apaixono-me por eles. Principalmente pelos que têm comportamento peculiar e são criativos. É até meio curioso. Eu sempre me agrado com gente assim à primeira vista, ou não. Às vezes, acontece à segunda vista. Mesmo sem dialogo ou sem “aproximação aproximada”. Bom, quanto a mim, sinto-lhe informar que sou interessantíssima. Mas provavelmente você não compartilha da mesma idéia que eu. Isso é problema seu. O meu é comigo mesma. Vivo caindo em contradição. Mas não me preocupo com isso. Como diria o sábio Falcão: é melhor cair em contradição, que do 8º andar. Sou para mim como um suco de maracujá adoçado na medida certa. Doce e abrasador ao mesmo tempo. Sem virar mel e sem ser enjoativo. Para os outros, sou a moça que passa pela vida e que, “por Deus, essa não aguenta. Perde fácil. Tem o dom da telepatia”. Nada sistemática (exceto no trabalho) vou fazendo o que tenho vontade. Não programo, não faço planos, nem cálculos. Só vou indo e pensando. Pensando na vida, nas coisas metafísicas dela e vou além disso (se é que é possível). Ando fugindo do pragmatismo. Não por rebeldia, mas com o intuito de me libertar das amarras que a vida me deu. Talvez, você que esteja perto não perceba isso, e se não percebe é porque não está perto o suficiente para ver. É um lance um tanto sutil (adoro isso, essa coisa de “ser, ter um lance”...). Estudo apenas para saber mais. Instrução é um lance bacana (estudaria mais se tivesse mais concentração. Meu pensamento vive disperso. Não sei para onde ela foi, deve ter ido para o Reio do Beleléu. Não jogaria uma coisa importante no lixo. VOLTA SUA DESGRAÇADA! :D Preciso de ti para ser alguém para os outros). Se o salário vai aumentar ou não, isso não importa. Eu quero é viver bem, num lugar bom e com gente legal. Dinheiro é bom? Claro! Ninguém em sã consciência vive sem ele. A mola que move o mundo. E eu sonho com um mundo melhor. E esse é um que não vai acontecer. Infelizmente. Não tenho pretensão de mudá-lo. As coisas boas que saem de mim são para o singelo consenso ao meu redor. Não, não quero entrar em atrito. Nem discutir com ninguém. Não sou melhor, nem pior. Mas saiba que o que sei é nada. Sei nada, nada mesmo. Principalmente enquanto corro. Aí, sim, “emburreço” de vez. E gosto muito de ouvir. Apenas me fale de você e do que você pensa sobre “farpas feitas de algodão que não tem o peso declarado de uma pedra” (elas me atingem todo dia, mesmo com meu incansável esforço em não estar na direção delas). Não estou alheia ao mundo, mas de vez em quando, sim. Dá muita vontade. Residência fixa?!? Nããã... Um dia terei uma (quem sabe daqui a 2 ou 3 meses. Antes do fim do ano resolvo esse negócio), mas por enquanto a idéia de ficar pra lá e pra cá me agrada e muito. Tornei-me expert em viajar com pouca coisa (minha mala é beeem menor que a do meu irmão). Fui até chamada de hippie esses dias. Hippie maquiada! Não aquela maquiagem que esconde o rosto ou outra coisa qualquer (sentimento, vileza...) servindo de máscara. Falo daquela que realça a beleza física! “Me desculpem as feias, mas beleza é fundamental.” E o espírito hiponga está na praticidade, no desapego. Entretanto há amadurecimento, e isso é notório para mim. Aquele resquício que havia ganhou uma porção maior (não aquela que é completa. Ainda sou capaz de cometer os erros mais óbvios nessa vida) acompanhada de batata frita com sabor diversão. Diversão... Aquela do mês de julho! Vou levá-la comigo. Estava precisando de uma injeção de ânimo. Põe mais um real desse troço aí! Hehe. Aproveita que a "véia" ainda está puncionada. Andava meio para baixo... Andava, andava... Passado, que passou. Tudo passa... O ferro passa, a uva passa... Aff, que jeito ruim de terminar uma descrição... Estava indo tão bem... Mas é aquele lance: o que é bom, dura pouco. Nesse caso menos de um mês. Aaaahhhh...
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Shhhhhhhhh...
"Silenciem as portas e seus umbrais que esperam por chegadas. Sirvam-me de algumas porções de saudades. E depois, a coragem. Quero ficar aqui. (...) Que meu ficar seja para preparar o futuro. Um ficar cheio de silêncio, sem as disperções das falas, sem os absurdos das respostas prontas. Que o meu sofrer se transmude em atos de esperanças, assim como a noite dá lugar ao dia.O meu querer é pouco, cabe em minha mão. Eu só quero é ser real."
Hoje é dia de silêncio, porque hoje eu acordei com um enorme sentimento de culpa. Quem mais nesse mundo acorda cedo sentindo dor na cabeça e no estômago, come devagar sem saborear o alimento e em seguida sente culpa? Culpa de quê? Eu sonhei com fogo e escapei da morte no sonho. Incendiaram uma cabana e um helicoptero explodiu...
19/08/09
Hoje é dia de silêncio, porque hoje eu acordei com um enorme sentimento de culpa. Quem mais nesse mundo acorda cedo sentindo dor na cabeça e no estômago, come devagar sem saborear o alimento e em seguida sente culpa? Culpa de quê? Eu sonhei com fogo e escapei da morte no sonho. Incendiaram uma cabana e um helicoptero explodiu...
19/08/09
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Clarice Linspector e Tom Jobim
"Qualquer resquício de savoir-faire me apavora.(...) Só a criação satisfaz. Verdade ou mentira, eu prefiro uma forma torta que diga, do que uma forma hábil que não diga nada."
Savoir-faire... Know-how...
Meu castigo - e glória ao mesmo tempo - é ter um coração selvagem e não saber o que fazer com ele. Deus arrancai-me o que é a origem de tanta dor. Dai-me no lugar deste um coração de pedra, resignado e frio. (Eu não estou pedindo errado, só tenho tendência ao devaneio). Porque essa chama custa caro, me queima. E a febre que é só minha por natureza, afasta outros corações frios por falta de entendimento e pouca clareza de instinto. Uma vez de tanto sentir dor a chama em mim se apagou e um coração frio se aproximou. Cansada da frieza total e cega, nasceu em mim "esta vontade de me espojar na violência: a doçura da paixão." Deus, quantos corações ardem em fogo vivo? Quantos são detentores de amor puro? Quantos veem leveza em morrer de liberdade, amore mio?Tomando uma cerveja e acomodado numa poltrona confortável. Tom Jobim se encheu de notável sabedoria e disse à Clarice Lispector: "A coisa mais importante do mundo é o amor, a coisa mais importante como indivíduo é a integridade da alma, mesmo que no exterior ela pareça suja. Quando ela diz que sim, é sim, quando ela diz que não, é não. E durma-se com um barulho desses. Apesar de todos os santos, apesar de todos os dólares. Quanto ao que é amor, amor é se dar, se dar, se dar. Dar-se não de acordo com o seu eu - muita gente pensa que está se dando e não está dando nada - mas de acordo com o ente amado. Quem não se dá, a si próprio se detesta, e a si próprio se castra. Amor sozinho é besteria."
Um lance trivial
Nat, como eu te disse anteriormente durante a ligação enquanto eu adentrava o shopping, está tudo certo. Mas deixa eu te contar como foi...
Peguei carona com o Taylon. Beleza! Economizei o do taxi, e se tivesse ido de buzão teria que andar um bocado até chegar no prédio de odonto. Ele me deixou lá, bem na entrada. “Pow, valeu, Taylon”, disse antes de sair do carro e joguei um beijinho.
Tinha um garoto sentado num banco e um homem apostos atrás de uma mesa. E eu lá no rol de entrada do prédio com cara de “E agora , José?”. Fiquei alguns segundos nessa, até que o rapaz se adiantou. Graças a Deus.
_ Você é irmã da Natália, não é?
_ Humrum, sou sim. Disse com um espanto e um sorriso no rosto enquanto pensava: “Égua, Natália. A mamãe repetiu mesmo a forma! Eu hein... Cacetada, Shrek!
_É aí dentro subindo as escadas.
_Valeu!
Sabe, o negócio lá demorou, mas resisti como uma obra de Aleijadinho: Perfeita. Levei comigo um livro interessantíssimo, “Quem me roubou de mim?” do Fábio de Melo. Como um padre pode dizer coisas tão reais sobre relacionamento entre homem e mulher sem ter vivido nenhum? O livro é muito bom. Eu recomendo.
Como a espera foi longa. Li o livro quase todo. E entre esse ler, e as expressões de admiração que fazia enquanto lia, reparei nas pessoas do recinto. Sinto-lhe informar que tem um “mala” e umas patricinhas na sua turma. Claro que foi visão rápida. Vi de longe, e àquela distância foi isso que percebi. Talvez eu esteja errada quando a isso. Também tinha um povo calado e outros que riam e falavam alto. Reconheci uma garota atípica no meio. Parece ser legal e descolada. Ela usa um piercing no nariz. Tem o cabelo longo, liso e preto. Estava com uma bolsa vermelha e óculos de grau. Quanto aos homens, bem, tem um particularmente sedutor. Porte meio atlético, ares de seriedade, tem os olhos claros, se não me engano. Mas nem te ilude, provavelmente já tem compromisso com outra moça.
Depois de tudo resolvido fui para o shopping. Almocei uma bobagem por lá, só que nada muito gorduroso, pois meu estômago não aguentaria o tranco. É claro que meu estomagozinho precisa ser tratado com mais esmero. Tadinho, eu o agrido e ele desconta em mim. É um toma lá, da cá diário. Isso me lembra que tenho que fazer uma endoscopia.
Só para registrar. Isso tudo foi escrito na praça de alimentação, no verso da tua xerox de identidade. Sentada de costas para o Rei do Mate e de frente para a Livraria Newstime e Tabacaria Top Line. Sabe, eu ainda sinto fome. Minha cabeça está meio estranha. É prenúncio de que ela vai doer e muito se eu não ingerir um analgésico logo, logo.
É legal ficar sentada aqui vendo o povo passar e te escrever essas coisas. Faço isso mais por mim que por ti: escrever. É impulso puro. Faz com que eu me sinta bem. E não se sinta diminuída com a minha sinceridade. Tu sabe que eu te amo. Eu também me amo. De certo eu morreria por você e por qualquer um lá de casa. Nossa isso me deu uma pontinha de tristeza...
Sinto saudade de todos. O estágio ainda não começou e passo a maior parte do tempo em casa, no quarto... Sabe, o quarto está meio bagunçado. Não consigo mantê-lo organizado. Contudo ele está limpinho. Limpo como minha alma, arejado como meu mundo.
Aprendi umas coisas novas sobre o amor lendo o livro do padre. Um dia vou falar sobre isso no perfil do Orkut para dividir com o resto do mundo. E vou colocar esse recado no perfil também. Você não se importa, não é?.
Beijos e te amo
Agora está no blog, pra sempre!
Peguei carona com o Taylon. Beleza! Economizei o do taxi, e se tivesse ido de buzão teria que andar um bocado até chegar no prédio de odonto. Ele me deixou lá, bem na entrada. “Pow, valeu, Taylon”, disse antes de sair do carro e joguei um beijinho.
Tinha um garoto sentado num banco e um homem apostos atrás de uma mesa. E eu lá no rol de entrada do prédio com cara de “E agora , José?”. Fiquei alguns segundos nessa, até que o rapaz se adiantou. Graças a Deus.
_ Você é irmã da Natália, não é?
_ Humrum, sou sim. Disse com um espanto e um sorriso no rosto enquanto pensava: “Égua, Natália. A mamãe repetiu mesmo a forma! Eu hein... Cacetada, Shrek!
_É aí dentro subindo as escadas.
_Valeu!
Sabe, o negócio lá demorou, mas resisti como uma obra de Aleijadinho: Perfeita. Levei comigo um livro interessantíssimo, “Quem me roubou de mim?” do Fábio de Melo. Como um padre pode dizer coisas tão reais sobre relacionamento entre homem e mulher sem ter vivido nenhum? O livro é muito bom. Eu recomendo.
Como a espera foi longa. Li o livro quase todo. E entre esse ler, e as expressões de admiração que fazia enquanto lia, reparei nas pessoas do recinto. Sinto-lhe informar que tem um “mala” e umas patricinhas na sua turma. Claro que foi visão rápida. Vi de longe, e àquela distância foi isso que percebi. Talvez eu esteja errada quando a isso. Também tinha um povo calado e outros que riam e falavam alto. Reconheci uma garota atípica no meio. Parece ser legal e descolada. Ela usa um piercing no nariz. Tem o cabelo longo, liso e preto. Estava com uma bolsa vermelha e óculos de grau. Quanto aos homens, bem, tem um particularmente sedutor. Porte meio atlético, ares de seriedade, tem os olhos claros, se não me engano. Mas nem te ilude, provavelmente já tem compromisso com outra moça.
Depois de tudo resolvido fui para o shopping. Almocei uma bobagem por lá, só que nada muito gorduroso, pois meu estômago não aguentaria o tranco. É claro que meu estomagozinho precisa ser tratado com mais esmero. Tadinho, eu o agrido e ele desconta em mim. É um toma lá, da cá diário. Isso me lembra que tenho que fazer uma endoscopia.
Só para registrar. Isso tudo foi escrito na praça de alimentação, no verso da tua xerox de identidade. Sentada de costas para o Rei do Mate e de frente para a Livraria Newstime e Tabacaria Top Line. Sabe, eu ainda sinto fome. Minha cabeça está meio estranha. É prenúncio de que ela vai doer e muito se eu não ingerir um analgésico logo, logo.
É legal ficar sentada aqui vendo o povo passar e te escrever essas coisas. Faço isso mais por mim que por ti: escrever. É impulso puro. Faz com que eu me sinta bem. E não se sinta diminuída com a minha sinceridade. Tu sabe que eu te amo. Eu também me amo. De certo eu morreria por você e por qualquer um lá de casa. Nossa isso me deu uma pontinha de tristeza...
Sinto saudade de todos. O estágio ainda não começou e passo a maior parte do tempo em casa, no quarto... Sabe, o quarto está meio bagunçado. Não consigo mantê-lo organizado. Contudo ele está limpinho. Limpo como minha alma, arejado como meu mundo.
Aprendi umas coisas novas sobre o amor lendo o livro do padre. Um dia vou falar sobre isso no perfil do Orkut para dividir com o resto do mundo. E vou colocar esse recado no perfil também. Você não se importa, não é?.
Beijos e te amo
Agora está no blog, pra sempre!
sábado, 18 de setembro de 2010
Eu pensei...
em acabar com Meg na Rua Himmel. "Não, vai ficar muito mórbido. Mórbido demais, e eu não sou assim". Não sou mesmo. Apesar de ter esperanças que o mundo acabe em 2012, existe luz em mim. Além de outras coisas boas. Eu sou um ser humano bom e gosto de reticências...
Ai, ai...
Alguém disse: "O fato é que nem sempre podemos agradar a todos. não há como negar ou esconder certas verdades que vão se tornando cada dia mais evidentes. tento manter isso sobre controle.' eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risada do ridículo e choro porque tenho vontade, mas nem sempre tenho motivo. não gosto de rotina. eu amo de verdade aqueles pra quem eu digo isso. e me irrito de forma inexplicável quando não botam fé nas minhas palavras. nem sempre coloco em prática aquilo que eu julgo certo. são poucas as pessoas pra quem eu me explico .Um dia a gente aprende que é preciso cair para saber se levantar, chorar para poder sorrir, parar para poder correr, perder para poder lutar, ouvir para poder falar e arriscar para poder viver e vencer!"
E eu concordo com esse alguém.
Ai, ai...
Alguém disse: "O fato é que nem sempre podemos agradar a todos. não há como negar ou esconder certas verdades que vão se tornando cada dia mais evidentes. tento manter isso sobre controle.' eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risada do ridículo e choro porque tenho vontade, mas nem sempre tenho motivo. não gosto de rotina. eu amo de verdade aqueles pra quem eu digo isso. e me irrito de forma inexplicável quando não botam fé nas minhas palavras. nem sempre coloco em prática aquilo que eu julgo certo. são poucas as pessoas pra quem eu me explico .Um dia a gente aprende que é preciso cair para saber se levantar, chorar para poder sorrir, parar para poder correr, perder para poder lutar, ouvir para poder falar e arriscar para poder viver e vencer!"
E eu concordo com esse alguém.
Um pouco de verdade...
...Dói, mas só no começo...
Sou uma garota legal. Falo pouco, penso muito e sinto demais. - Não que isso seja algo de que eu possa vangloriar-me. É apenas algo inerente - . Tenho uma alma prolixa e simples. Luto contra a corrupção do meu Eu. É difícil... Assim como Henry, tenho uma natural contrariedade a tudo. Sou educada. Quando ébria, altero o tom de voz, sinto-me melhor e feliz. Tudo ilusão, claro. Meu sonho é correr dez quilômetros em cinquenta minutos. Treino para isso. É evidente que esse não é o único, mas cabe no perfil do orkut. Os outros guardo pra mim ou compartilho com os que estão bem próximos. Gosto mais de cachorros que de crianças. Frenquentemente me sinto mal, por vezes acordo feliz, sensação é claro que não dura muito tempo, as horas se encarregam naturalmente em acabar com isso em mim. Ocasionalmente assisto tv. Nem vejo, nem leio jornais. Sou a pessoa mais desinformada desse mundo. Detesto a Fátima Bernardes e o Willian Boner. Se acham os maiorais apresentando aquele jornalzinho de merda da globo. Jó Soares é um cretino. Eu gostava dele até perceber que a imagem que ele passa no seu programa é pura atuação. Jó não é um cara legal. Ele finge ser. Paulo Coelho tem um grande poder de alienação com aqueles livros meia-boca que ele escreve. Eu li um pra nunca mais fazer isso.
As pessoas fazem muitas coisas. Fazem o que têm que fazer. Mas não fazem o que é realmente importante. Eu não faço muita coisa. Grande merda ter/fazer um monte de coisa inútil. Você faz várias coisas sem sentimento. Eu paro e sinto tudo, mas não sinto por você ser o que é. Isso é problema seu. E independente de sermos diferentes podemos ter uma conversa amigável, só não espere que eu fale muito... A maioria das pessoas finge ser feliz. Outros se esforçam em ser bons em alguma coisa. Odeio gente que vive sorrindo. Aparentam ser tão sem problemas. Imaculados... E o pior, são tão amados... São bonzinhos demais, meigos demais, prestativos demais... Aff! Mas no meio disso tudo existe gente que realmente é feliz e boa. Você é feliz? De verdade? Então, meus parabéns pra você!
Isso foi escrito em 17 de setembro de 2009 por mim mesma, claro.
Sou uma garota legal. Falo pouco, penso muito e sinto demais. - Não que isso seja algo de que eu possa vangloriar-me. É apenas algo inerente - . Tenho uma alma prolixa e simples. Luto contra a corrupção do meu Eu. É difícil... Assim como Henry, tenho uma natural contrariedade a tudo. Sou educada. Quando ébria, altero o tom de voz, sinto-me melhor e feliz. Tudo ilusão, claro. Meu sonho é correr dez quilômetros em cinquenta minutos. Treino para isso. É evidente que esse não é o único, mas cabe no perfil do orkut. Os outros guardo pra mim ou compartilho com os que estão bem próximos. Gosto mais de cachorros que de crianças. Frenquentemente me sinto mal, por vezes acordo feliz, sensação é claro que não dura muito tempo, as horas se encarregam naturalmente em acabar com isso em mim. Ocasionalmente assisto tv. Nem vejo, nem leio jornais. Sou a pessoa mais desinformada desse mundo. Detesto a Fátima Bernardes e o Willian Boner. Se acham os maiorais apresentando aquele jornalzinho de merda da globo. Jó Soares é um cretino. Eu gostava dele até perceber que a imagem que ele passa no seu programa é pura atuação. Jó não é um cara legal. Ele finge ser. Paulo Coelho tem um grande poder de alienação com aqueles livros meia-boca que ele escreve. Eu li um pra nunca mais fazer isso.
As pessoas fazem muitas coisas. Fazem o que têm que fazer. Mas não fazem o que é realmente importante. Eu não faço muita coisa. Grande merda ter/fazer um monte de coisa inútil. Você faz várias coisas sem sentimento. Eu paro e sinto tudo, mas não sinto por você ser o que é. Isso é problema seu. E independente de sermos diferentes podemos ter uma conversa amigável, só não espere que eu fale muito... A maioria das pessoas finge ser feliz. Outros se esforçam em ser bons em alguma coisa. Odeio gente que vive sorrindo. Aparentam ser tão sem problemas. Imaculados... E o pior, são tão amados... São bonzinhos demais, meigos demais, prestativos demais... Aff! Mas no meio disso tudo existe gente que realmente é feliz e boa. Você é feliz? De verdade? Então, meus parabéns pra você!
Isso foi escrito em 17 de setembro de 2009 por mim mesma, claro.
Duas horas
"Esta inquietude,
este meu mal viver,
Tudo isso
resolvido
numa foda.
Uma foda bem resolvida
resolve quase tudo.
E odeio Darwin,
e odeio Bukowski,
porque odeio os extremos
quando têm razão.
E odeio as fodas.
os copalares,
copulantes,
copuladores...
Somos a própria vulgaridade
da foda
enquanto
os cachorros
trepam na rua.
este meu mal viver,
Tudo isso
resolvido
numa foda.
Uma foda bem resolvida
resolve quase tudo.
E odeio Darwin,
e odeio Bukowski,
porque odeio os extremos
quando têm razão.
E odeio as fodas.
os copalares,
copulantes,
copuladores...
Somos a própria vulgaridade
da foda
enquanto
os cachorros
trepam na rua.
Só pra constar...
Ontem eu me levei pra dar uma volta. Saí comigo, e bebi comigo. E me surpreendi, não sabia que eu era tão bom "partner". Conversei comigo, percebi quão bom eu e eu juntos poderia ser. Quero mais estar comigo. Quero mais de mim. E, se sobrar para mais alguém, que sejam sobras para meus amados estimados. E se não for, que sejam sobras/restos bem aproveitados. Espero ser amado/feliz/suportado por mim, enquanto eu seja mim. E minha professora de Português diria: "Grafia, concordância, sintaxe". E eu diria: "Semântica". E seria isso, só isso, tão somente isso." (Melocoton) - foi assim que eu vi assinado. Mas o título é da Ana Júlia, amiga da Suede.
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