quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Um lance trivial

Nat, como eu te disse anteriormente durante a ligação enquanto eu adentrava o shopping, está tudo certo. Mas deixa eu te contar como foi...

Peguei carona com o Taylon. Beleza! Economizei o do taxi, e se tivesse ido de buzão teria que andar um bocado até chegar no prédio de odonto. Ele me deixou lá, bem na entrada. “Pow, valeu, Taylon”, disse antes de sair do carro e joguei um beijinho. 

Tinha um garoto sentado num banco e um homem apostos atrás de uma mesa. E eu lá no rol de entrada do prédio com cara de “E agora , José?”. Fiquei alguns segundos nessa, até que o rapaz se adiantou. Graças a Deus.

_ Você é irmã da Natália, não é?
_ Humrum, sou sim. Disse com um espanto e um sorriso no rosto enquanto pensava: “Égua, Natália. A mamãe repetiu mesmo a forma! Eu hein... Cacetada, Shrek!
_É aí dentro subindo as escadas.
_Valeu!

Sabe, o negócio lá demorou, mas resisti como uma obra de Aleijadinho: Perfeita. Levei comigo um livro interessantíssimo, “Quem me roubou de mim?” do Fábio de Melo. Como um padre pode dizer coisas tão reais sobre relacionamento entre homem e mulher sem ter vivido nenhum? O livro é muito bom. Eu recomendo.

Como a espera foi longa. Li o livro quase todo. E entre esse ler, e as expressões de admiração que fazia enquanto lia, reparei nas pessoas do recinto. Sinto-lhe informar que tem um “mala” e umas patricinhas na sua turma. Claro que foi visão rápida. Vi de longe, e àquela distância foi isso que percebi. Talvez eu esteja errada quando a isso. Também tinha um povo calado e outros que riam e falavam alto. Reconheci uma garota atípica no meio. Parece ser legal e descolada. Ela usa um piercing no nariz. Tem o cabelo longo, liso e preto. Estava com uma bolsa vermelha e óculos de grau. Quanto aos homens, bem, tem um particularmente sedutor. Porte meio atlético, ares de seriedade, tem os olhos claros, se não me engano. Mas nem te ilude, provavelmente já tem compromisso com outra moça. 

Depois de tudo resolvido fui para o shopping. Almocei uma bobagem por lá, só que nada muito gorduroso, pois meu estômago não aguentaria o tranco. É claro que meu estomagozinho precisa ser tratado com mais esmero. Tadinho, eu o agrido e ele desconta em mim. É um toma lá, da cá diário. Isso me lembra que tenho que fazer uma endoscopia.

Só para registrar. Isso tudo foi escrito na praça de alimentação, no verso da tua xerox de identidade. Sentada de costas para o Rei do Mate e de frente para a Livraria Newstime e Tabacaria Top Line. Sabe, eu ainda sinto fome. Minha cabeça está meio estranha. É prenúncio de que ela vai doer e muito se eu não ingerir um analgésico logo, logo.

É legal ficar sentada aqui vendo o povo passar e te escrever essas coisas. Faço isso mais por mim que por ti: escrever. É impulso puro. Faz com que eu me sinta bem. E não se sinta diminuída com a minha sinceridade. Tu sabe que eu te amo. Eu também me amo. De certo eu morreria por você e por qualquer um lá de casa. Nossa isso me deu uma pontinha de tristeza...

Sinto saudade de todos. O estágio ainda não começou e passo a maior parte do tempo em casa, no quarto... Sabe, o quarto está meio bagunçado. Não consigo mantê-lo organizado. Contudo ele está limpinho. Limpo como minha alma, arejado como meu mundo.

Aprendi umas coisas novas sobre o amor lendo o livro do padre. Um dia vou falar sobre isso no perfil do Orkut para dividir com o resto do mundo. E vou colocar esse recado no perfil também. Você não se importa, não é?. 

Beijos e te amo



Agora está no blog, pra sempre!

Um comentário:

euS.F. disse...

É lei: os quartos têm de ser bagunçados, se não, não tem graça...

"Mas nem te ilude, provavelmente já tem compromisso com outra moça."
Além da sutileza, do outro que esqueci e do exagero, é a objetividade em pessoa, right? :P

kiisseesss