Passei um tempo longe do facebook justamente por abominá-lo.
Mas voltei, pra ficar – de certo modo – mais perto das pessoas que amo
(família, amigos...). E com uma
condição: nunca fazer isso o que estou fazendo agora – escrever no mural.
Prometi a mim mesma. Então, como dá pra perceber, minhas promessas não são
confiáveis rsrsrs. Fernando Pessoa disse uma coisa que me cai bem: “A cor das
flores não é a mesma ao sol, de que quando uma nuvem passa”. E o Falcão (cantor
cearense) disse: “é melhor cair em contradição que do oitavo andar”. Mudo de
ideia constantemente, mas sou sempre eu. Aposto que depois de um minuto de
publicar isso vou pensar “que merda que eu fiz! Bosta!” e querer apagar rsrsrs.
Eu sou bem isso. Mesmo com aquela voz
gritando: “sua louca!”. Esse rodeio todo
é pra transcrever um trecho de um livro
que estou lendo e me fez lembrar de uma pessoa que eu gosto muito.
Coisas que ele poderia dizer sem hesitar - por conhecimento de causa.
“Não temos nenhuma alegria que não tenha sido catalogada.
Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda.
Temos procurado nos salvar, mas sem usar a palavra salvação para não nos
envergonharmos de ser inocentes. Não temos usado a palavra amor para não termos
de reconhecer sua contextura de ódio, de amor, de ciúme e de tantos outros
contraditórios. (...). Falar no que realmente importa é uma garfe. (...). Temos
sorrido em público do que não sorriríamos
quando ficássemos sozinhos. Temos chamado de fraqueza a nossa candura.
Temos nos temido um ao outro, acima de tudo. E a tudo isso consideramos a
vitória nossa de cada dia.”
Sério, pensei em colocar isso lá.
Muito íntimo. Tá louca?
Não o suficiente.
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