sexta-feira, 4 de maio de 2012

na falta do que fazer eis uns trechos do livro Mulheres do velho Buk


"A dor é estranha. Um gato matando um passarinho, um acidente de carro, um incêndio... A dor chega, BANG, e aí está ela, instalada em você. É real. Aos olhos dos outros, parece que você está de bobeira. Um idiota, de repente. Não há cura pra dor, a menos que você conheça alguém capaz de entender seus sentimentos e saiba como ajudar."


"Detestei todos eles logo de cara, ali sentados posando de espertos e superiores (...). Um bando de moscas encima de uma merda."


"Me sentia bem em não participar dessas coisas. Me alegrava não estar apaixonado e não estar de bem com o mundo. Gostava de me sentir estranho a tudo. As pessoas apaixonadas em geral, se tornam impacientes, perigosas. Perdem o senso de perspectiva. Perdem o senso de humor. Ficam nervosas, tornam-se chatas, psicóticas. Podem virar assassinas."


"Nos últimos tempos, toda aquela excitação e alegria diante da vida não me tocavam tanto. Às vezes até me irritavam, embora, no geral, me deixassem raso de sentimentos. Nem chegava a me entendiar."




Beijos

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